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5 lições de 'Last Dance'​ que se aplicam a todas as equipas e empresas!


🔙 Há 1 ano atrás estreava na Netflix a série Last Dance sobre os 🐂 Chicago Bulls, com especial destaque para a época 97/98, ano do último dos seis títulos conquistados.


🏀 Se gostas de desporto, equipas e atletas icónicos como Michael Jordan, treinadores lendários como Phil Jackson, é uma ótima forma de conhecer ou recordar alguns momentos memoráveis.


Eu adorei a série 👌e para assinalar o 1º aniversário, partilho algumas das principais aprendizagens que retirei para o meu trabalho. Aqui fica o meu 🔝


1️⃣ Grandes equipas não aparecem: constroem-se. Foi isso que os Bulls fizeram: construíram equipas verdadeiramente incríveis. Começaram por vencer três títulos seguidos: 91, 92 e 93. Depois, com a saída e regresso de Jordan, reinventaram-se, subiram novamente a fasquia e ganharam mais três, em 96, 97 e 98. Treinador, jogadores e staff escolhidos a dedo, pensando na vertente desportiva e também pessoal, antecipando como combinariam dentro do campo e como se relacionariam fora dele, entre treinos, estágios, jogos e viagens, porque sabiam que não bastava ter os melhores jogadores, era preciso ter a melhor equipa.


2️⃣ Phil Jackson foi um grande maestro e teve uma capacidade incrível para lidar com tudo à sua volta: proteger a equipa dos media, encontrar pontes de entendimento com a Administração, gerir os egos, potenciar ainda mais as estrelas, apoiar sempre os suplentes, relativizar os vícios de MJ, os devaneios de Rodman e os amuos de Pippen, entre muitos outros problemas. Seria mais fácil gerir a equipa de outra maneira, com mais disciplina, mais ordens, mais gritos, mas era precisamente quando todos esperavam isso, que o treinador tinha mais paciência e cuidava ainda mais dos seus homens. Conhecido pela sua filosofia budista e pela prática de mindfulness que lhe valeu a alcunha de Zen Master, revelou uma enorme capacidade de gerir pessoas e isso fez a diferença. Um líder com um carisma especial, muito à frente do seu tempo.


3️⃣ Vencer requer talento mas continuar a vencer requer carácter. Para uma equipa chegar ao topo e vencer um campeonato, há um duro caminho a percorrer. Por vezes as pessoas pensam que depois de vencer a primeira vez, tudo ficará mais fácil... mas acontece precisamente o contrário: torna-se tudo mais difícil porque se tornam num alvo a abater. Isso aconteceu com os Bulls, que quanto mais mediáticos ficavam mais eram pressionados, dentro e fora de campo. Todos os queriam vencer e mesmo as equipas mais fracas viam nesses jogos a oportunidade vencerem os melhores. Nesses momentos, o carácter é fundamental porque o talento só resolve alguns dos problemas.


4️⃣ Exigência máxima. Michael Jordan foi claramente o motor da equipa, não apenas no aspeto técnico, mas sobretudo através de um exemplo de exigência máxima - MJ liderava pelo exemplo e não admitia que ninguém desse, sequer, 99%. Era tudo ou nada!... e o próprio era o primeiro a dar tudo. Organizava pequenos-almoços de treino com alguns dos colegas, bem cedo, para treinarem... antes do treino. No treino, gritava com os colegas, cobrava deles, exigia o máximo, porque sabia que todos iam ser decisivos. Claro que isso chateava alguns dos colegas e que, por vezes, essa pressão roçava os limites, tendo chegado inclusive a existir agressões entre ele e Steve Kerr, mas, como próprio refere, "Leadership has a price" - "A liderança tem um preço". Mesmo que fiquem alguns ressentimentos, Jordan estava disposto a pagar esse preço, marcou um ritmo difícil de acompanhar e tornou a equipa melhor.


5️⃣ Todos contam, todos decidem. Foi fundamental no sucesso da equipa a capacidade de manter motivados e comprometidos com o sucesso todos os jogadores, mesmo os menos utilizados. Quando chegava o momento dos Playoffs, as marcações aos jogadores mais importantes eram cerradas, as coberturas defensivas eram reforçadas e tudo se decidia nos detalhes. Nesse momento, abrem-se espaços para os menos mediáticos, muitas vezes suplentes ou segundas-linhas, que não são tão marcados pelos adversários. Exemplos: o triplo decisivo de John Paxson nas Finais de 1993, quando os Bulls perdiam por 2 pontos a 4 segundos do fim, só foi possível porque as estrelas da equipa perceberam que ele estava constantemente sozinho e que tinha melhores condições para marcar; o lançamento de Steve Kerr nas Finais de 1997, quando o jogo estava empatado a 5 segundos do fim, só foi possível porque Jordan confiou mais no colega do que em si para aquela bola decisiva que deu o quinto título. Paxson e Kerr, dois protagonistas pouco previsíveis em dois momentos decisivos. Todos contam. Todos decidem.


E tu, já viste Last Dance❓

➡️ Se não viste, não percas tempo: é "obrigatória"!

👉 Se já viste, o que mais gostaste?...ou o que aprendeste? 💡

👍 Se gostaste ou conheces alguém que vai gostar, partilha ↪️ obrigado 😊

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